Livros da MoçaAll The Feels: Eleanor & Park, da Rainbow Rowell

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Ainda estou muito chocada para falar. O livro não é chocante. É agridoce. Ele coloca suas esperanças para cima para depois acabar com tudo. Eu realmente achei que eles iam conseguir apesar da introdução.

A leitura foi em inglês (minha primeira, yey!), mas não foi tão difícil quanto eu achei que seria. A escrita da Rainbow Rowell é muito simples e fácil de ser compreendida.

RESUMO:

Eleanor é a nova garota na cidade e ela nunca se sentiu tão sozinha. Vestida com peças de roupas que não combinam, cabelo vermelho bagunçado e uma vida caótica em casa, ela não poderia chamar mais atenção. Então ela se senta ao lado de Park no ônibus escolar. Quieto, cuidado e – nos olhos de Eleanor – impossivelmente descolado, Park decidiu que voar fora do radar é o melhor jeito de sobreviver na escola. Devagar, constante, com conversas até tarde da noite e uma grande quantidade de mixtapes, Eleanor e Park se apaixonam. Eles se apaixonam da mesma forma que você  se apaixona pela primeira vez, quando você tem 16 anos e nada e tudo a perder. O livro se passa ao longo de um ano escolar em 1986. Engraçado, triste, chocante e verdadeiro, Eleanor & Park é uma viagem nostálgica para aqueles que nunca esqueceram seu primeiro amor.

Eleanor é ruiva, de cabelos cacheados e não se veste de maneira muito feminina (juro que já vi alguém assim por aí, tirando a ruivisse, aha). Ela sofre constantes abusos na escola e em casa (esse é um dos motivos do final triste do livro).

Park é metade coreano e adora música e quadrinhos. Ele também sente que não se encaixa realmente em lugar algum. E também não se acha bonito. Park também é meio pequeno para a idade, sua mãe é asiática afinal de contas, e pratica taekwondo.

Quando Eleanor volta para casa da mãe e entra numa nova escola, ela conhece Park durante a viagem de ônibus. O livro começa quando ela sobe no ônibus e não consegue um lugar para sentar. Park cede o lugar ao lado do seu de contra gosto. Os dois ficam vários dias sem se falar, mesmo sentando lado a lado todos os dias, mas a maneira que o livro é construído, sempre trocando os pontos de vista, nos deixa saber o que cada um pensa do outro

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A história se passa em 1987, então esqueça os celulares e a internet. Se você não se lembra de como era ter (ou realmente nunca teve) um mp3 player de 512 MB e um bolso com pilhas palito, talvez você não entenda a relação deles com um walkman.

E sem toda essa parafernália tecnológica, a relação deles começa de maneira lenta e doce, da maneira exata que eles precisam.

A maneira como os quadrinhos que eles lêem é introduzida no livro e é importante para Park é maravilhosa. E o apego dele com música e playlists feitas em fitas cassetes é muito fofo. Se ele fosse adolescente nos dias de hoje, ele definitivamente iria adorar o 8tracks.

O que torna o livro maravilhoso é colocar duas pessoas não convencionais como protagonistas, e sem aquela história de “ela não se acha linda, mas todos os caras correm atrás dela” que tem nos YAs ultimamente. E a maneira que o relacionamento deles é construído. O livro faz você se apaixonar com eles. Querer sentir tudo o que eles sentiram. A capa realmente traduz o livro, que é bem delicado. Isso te dá all the feels. ALL THE FEELS.

 I want everyone to meet you. You’re my favorite person of all time.
(Eu quero que todos conheçam você. Você é minha pessoa favorita de todos os tempos.)

A maneira como são descritos os toques e os pensamentos de cada um sobre o outro é maravilhosa. O amor deles é tão real, que faz você pensar em quantas pessoas começaram da mesma maneira.

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É o primeiro amor deles, e isso é maravilhoso. As constantes declarações deles mostram a urgência, mas não parece uma coisa muito exagerada na maioria das vezes. É real, não fabricado.

 I don’t like you. Sometimes I think I live for you. I don’t think I even breathe when we’re not together.
(Eu não gosto de você. Às vezes eu acho que vivo para você. Eu acho que eu nem respiro quando não estamos juntos.)

 Para mim toda a esquisitice de Eleanor é um fator muito importante. Talvez Park não prestasse tanta atenção nela se ela fosse exatamente igual a todas as outras meninas (não que ser como todas as meninas seja uma coisa ruim). E o fato dela ser seca e meio reservada só fez ela mais normal e tangível.

E tirando toda aquela coisa do bullying, o peso de Eleanor nunca é explicitado. Fica claro que ela está acima do peso, mas ela deve se ver de maneira distorcida, mas é compreensível quando você percebe que ela tem uma mãe submissa e um padrasto abusivo. É interessante como vemos que o peso de Eleanor não interfere na maneira de como Park se apaixona por ela ou como ele a vê.

Mas eu realmente entendo todas as neuras de Eleanor em relação à Park e o que ela sente por ele, o que ele sente por ela.

 I’m not even mine anymore, I’m yours, and what if you decide that you don’t want me? How could you want me like I want you?
(Não sou nem mesmo minha agora, eu sou sua, e se você decidir que não me quer? Como você pode me querer do mesmo jeito que eu quero você?)

Spoiler:  A PARTE QUE PARK BRIGA COM O MELHOR AMIGO PORQUE ELE OFENDEU ELEANOR É MUITO FODAAAAAA. KARATE KID NELE, PARK!

Apesar de Park viver num cenário familiar mais normal, ele também tem problemas com os pais, como a óbvia reprovação da mãe dele à Eleanor e como o pai dele esperava que ele fosse diferente. Os pais de ambos também são interessantes e tem suas próprias histórias, não são rasos como a maioria dos pais que vemos por aí nos livros. Até mesmo a mãe de Eleanor tem certo respeito de mim. Imagino como deve ser difícil a vida de mulheres como a dela.

Eu gostei muito (!!!) dessa versão do Park

Eu gostei muito (!!!) dessa versão do Park

E a parte que Park muda o estilo e todas as meninas acharam ele gato foi deliciosa. Para mim Eleanor é exótica e Park, um menino punk. Mundos diferentes que colidem mas se completam, e se transbordam.

O que me fez ler esse livro foi ver a resenha de “Fangirl”, que é da mesma autora, no Nem Um pouco Épico. E ver as coisas fofas que tem dele na internet. As fanarts, as playlists e os edits que tem no tumblr. Isso te dá mais feels ainda. <3 <3

A leitura não te faz ficar mais leve, mas te dá uma sensação estranha. É boa, mas nada do que você espera. Eu quis chorar, mas as lágrimas não saíram.

A leitura é recomendada. Mal posso esperar para ler “Fangirl”! E comprar minha cópia física e em português do livro para ele ser todo rabiscado. Ele foi lançado em Fevereiro pela Novo Século.

5 estrelas

Assinatura Isa

 

 

 

Mais Fanarts só porque elas me dão ALL THE FEELS!

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