Músicas da MoçaResenha: “X” de Ed Sheeran

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Ed Sheeran foi um dos artistas que descobri no meio da “invasão britânica” que meu gosto musical sofreu no final de 2012. Boybands, noites em claro e dias sem fazer nada me fizeram descobrir que sim, atualmente existe muita música boa sendo produzida do outro lado do Atlântico.

Conheci as tradicionais “Give me Love”e “Kiss Me” e me apaixonei. Logo após vieram “Lego House” e “Gold Rush”. Ed produz o tipo de música que me faz pensar: “Cara, casa comigo!”. Escutei “+”, de 2011, aos pedaços, não me adequando muito ao tipo de música produzida por ele, mas sem um segundo duvidar de que se tratava de um bom material.

Nunca fui muito fã de escutar álbuns inteiros, sempre sendo adepta dos tradicionais singles. Entretanto, algo sempre escapa e acabo gostando ou vetando. Apenas nos últimos tempos tenho escutado o trabalho de algum artista na íntegra.

Do primeiro álbum de Ed, sete canções caíram em minhas graças e esperei o próximo ansiosamente.

Para ser recompensada agora em 2014 com “X”.

Novamente, o ruivo não produz um tipo de música muito popular no rádio. Então todo o barulho em torno do lançamento de seu novo CD me deixou agradavelmente surpresa.

E aí veio o primeiro single “Sing” e a data de lançamento. Foi ser franca, “Sing” é diferente do Ed Sheeran que estou acostumada. Com uma pegada bem pop e um clipe meio “zoado” comecei a entoar a música alegremente por aí, com um gosto de Justin Timberlake em minha garganta.

Escutei um pedaço ou outro de alguma coisa do álbum nas últimas semanas e coloquei em minha cabeça que tinha que ouvi-lo inteiro.

CARA, PORQUE DEMOREI TANTO?

Multiply from naddaahh on 8tracks Radio.

“X” (ou “Multiply”  na língua humana, ahaha) é mais maduro e agradável do que “+” (“Plus”), apesar de ter gostado de bastante músicas do primeiro álbum.

Abrindo o trabalho com “One”, Ed começa com o de sempre: sua voz delicada, habilidade no violão e letras que fariam até uma pedra de gelo derramar uma lágrima. Seus falsetes são, literalmente, música para meus ouvidos.

“I’m a mess” é mais agitada e inicia um crescendo que desemboca no primeiro single, “Sing”. Ainda no ritmo acelerado, somos apresentados a “Don’t”. Muito boa a faixa, que é o segundo single do trabalho. Ela fala sobre uma garota que o trocou por um amigo que estava hospedado no mesmo hotel que ele. Boatos dizem que a tal é Ellie Goulding e o tal amigo é o Niall Horan do 1D (não é legal, irish boy).

“Nina” tem semelhanças com R&B e fala sobre você ser o único que pode juntar seus pedaços após um término. Música feita para a cantora Nina Nesbit. “Photograph”fala sobre memórias (dãh). Não é muito apelativa, mas é okay. “Bloodstream” é nada mais que um música sobre beber para esquecer as merdas que fez. Mas é boa.

Se pudesse montar uma espécie de “nuvem de tags” sobre Ed, com certeza as palavras amor, coração partido e bebida (com seus derivados) apareceriam grandes. São assuntos recorrentes na obra do ruivo.

A campanha “Casa comigo, Ed!” volta em “Tenerife Sea” com tudo. Doce, doce, doce. Simples e fofa. “Runaway” fala sobre não aguentar viver com a família, querer fugir e não fazer. Bate muito perto de casa para que eu possa expressar algo. É similar a “Sing”, já que ambas tem Pharell Willians por trás da produção.

“The Man” é sobre superar alguém, SQN. Não é muito apelativa. O CD parece perder um pouco de fôlego, mas pode ser impressão, já que o estilo de Ed Sheeran não é muito comum (ou comercial).

Aviso aos ouvintes: “Thinking Out Loud”, a favorita de Ed e uma possível minha, te fará precisar de uma injeção de insulina. Doce, perfeita e carregada no açúcar e leite condensado. Definitivamente, Edward Sheeran: Casa. Comigo. E canta isso para mim até o fim dos meus dias.

A versão Standard do disco acaba com “Afire Love”, que podia muito bem ter queimado o CD todo. Não gostei. Bleh. Mas ainda tem o selo de qualidade Ed Sheeran de música bem feita. É para o avô de Ed, que faleceu a pouco tempo e foi vítima de Alzheimer.

Na versão Deluxe somos brindados com mais quatro faixas. “Take it Back” me faz querer gritar: “RESPIRA MENINO!”, e traz a característica fala rápida de Sheeran. Muito boa. Fala sobre querer que aquela pessoa se arrependa sobre o que disse.

A meu ver, para ter uma “quase ordem”, “Even My Dad Does Sometimes” teria que vir antes de “Shirtsleeves”. Chorei rios na última. Boa. A última faixa bônus é “I See Fire”, que esteve presente na trilha sonora de “Hobbit: A Desolação de Smaug”. Boa, mas não faz meu tipo.

A versão Deluxe física conta com “All The Stars” do filme de ACDE. Chorei rios também, mas ela é um tanto comum.

“X” é maduro e um material de qualidade. Ed Sheeran não aposta em mudanças drásticas e quer que as pessoas aprendam a se adaptar ao seus estilo de música.

Quatro estrelas e meia, ruivinho! <3Assinatura Isa

One thought on “Resenha: “X” de Ed Sheeran

  1. virginia moura

    Conheci o Ed no fim do ano passado e me apaixonei pela voz dele ai, quando descobri q era britânico, me apaixonei mesmo.. não sou super fã mas admiro os trabalhos dele, principalmente Sing, cara tem Pharrell!!! Bom, vou continuar acompanhando, pois ele tem muito potencial.. Álbum X, baixando agr!
    Parabéns pelo blog Bella!

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