Livros da MoçaResenha: Isla and The Happily Ever After, de Stephanie Perkins

Isla and The Happily Ever After

Apaixonei na capa de Isla, que fez a coleção toda trocar de visual. Quero todas! <3 Mal posso esperar pelo relançamento dos livros antigos.


Sinopse: ”Das brilhante ruas de Manhattan para o luar nos telhados de Paris, se apaixonar é fácil para uma sonhadora incorrigível como Isla e um artista introspectivo como Josh. Mas, quando eles começam o seu último ano na França, Isla e Josh são rapidamente forçados a enfrentar a realidade dolorosa que felizes para sempre nem sempre são para sempre.

Sua viagem romântica é habilmente entrelaçada com as dos amados casais Anna e Étienne e Lola e Cricket, cujos caminhos são destinados a colidir em um final arrebatador certo para agradar fãs antigos e novos…”

Quando descobri Stephanie Perkins, eu estava na minha fase “Paris”. Estava fazendo Francês e adorando tudo o que a terra da Torre Eiffel poderia oferecer: inspiração, boa comida, paisagens lindas e muito romance. “Anna e o Beijo Francês” foi uma das minhas melhores leituras de 2011 e Étienne St. Clair entrou para meu coração literário.

Aguardei ansiosamente “Lola e o Garoto da Casa ao Lado”. Não era a continuação, mas outra história que Anna e Étienne apareciam, com a adição de Lola e Cricket (<3). Era mais amor em uma cidade legal; agora, a escolha era São Francisco. Li sem grandes expectativas e adorei.

Stephanie anunciou o fecho da trilogia e eu me esqueci de esperar até que descobri que finalmente ela havia sido lançada lá fora. Como estou treinando meu inglês e só lendo livros nessa língua, li sem pensar duas vezes. Isla and the Happily Ever After furou a lista de livros que eu tinha pensado

Logo no início somos apresentados a Isla Martin, uma menina mignon e ruiva. Petit e doce. Ela entra em um café em NYC e aí, senhoras e senhores, que eu me apaixono pelo livro. Stephanie resgata Josh Wasserstein, o melhor amigo de St. Clair. Josh foi um personagem que me deixou intrigada quando li “O Beijo Francês’. Ele tinha uma tatuagem (não que eu já fosse apaixonada por elas na época) e uma postura desleixada, apesar da natureza artística e inteligente. [Quem sabe se esse é o meu tipo?]

Eles frequentam a SOAP (School of America in Paris) e voltam à Paris para se formar no ensino médio. Confesso,que este momento me deixou confusa. A capa não tem o cenário de NYC ao fundo? Porque voltamos a França? Mas aí está a maravilha do livro, meus caros.

Voltando aos personagens: Isla tem uma paixão por Josh. Ela na verdade apareceu em “O Beijo Francês”, mas como era um personagem menor eu havia me esquecido dela. Ela é quieta e tímida. Ao contrário de Anna e Lola, que tem personalidades vibrantes, Isla é bem na dela, o que me fez em cima do muro com ela. Insegura, um tanto sonhadora e dramática, Isla é um pouco como eu.

Josh ainda é Josh. Com dor nas mãos de tanto desenhar e com vontade de jogar tudo para o alto a qualquer momento. Inconsequente. St. Clair é charmoso e Cricket é tímido, mas ambos são doces e tem uma aura de “tudo-ou-nada” pelas amadas. Josh definitivamente é o bad boy de Stephanie apesar de ser filho de um importante político.

O fato deles serem o oposto dos personagens anteriores da autora fez muita gente desgostar do livro. Eles não são ruins, só diferentes.

Isla e Josh ficam juntos rápido,  o que também nos faz um pouco inseguros com a história, mas nos esquecemos que Isla gosta dele desde seu primeiro ano e Josh teve um leve interesse nela antes de namorar Rashimi, sua ex-namorada um ano mais velha e que se formou na SOAP junto de Anna e St. Clair.

Isla é um tanto mais real do que Anna e Lola porque ela tem dúvidas e está perdida. Claro que muita gente sabe o que quer da vida muito rápido, mas as pessoa que não sabem também estão por aí. Josh sabe para onde quer ir e é isso que determina um pouco do futuro dos dois em relação à faculdade e a vida de “adulto”. Ela sai de sua concha graças ao relacionamento e faz coisas que normalmente não faria, que é interessante.

Achei interessante Stephanie explorar o autismo no personagem Kurt, o melhor amigo de Isla, e sua relação com  cartografia e rotina. Não são muitas pessoas que entendem o que este transtorno carrega para as pessoas e quem os rodeiam. Josh ganhou pontos comigo por não ser desrespeitoso com Kurt.

Josh com suas ideias rebeldes, convence Isla a sair do país. Não se engane pela capa, a cidade-estrela do livro não é a Grande Maçã ou a Cidade Luz, e sim a incrível Barcelona. Nesta cidade ambos são inconsequente juntos e alegres. É tudo lindo e artístico. Isla entende a necessidade de Josh de criar e ver coisas bonitas. Ambos são apreciadores da arte.

Quando eles voltam à Paris que as coisa começam a sair do eixo (em todos os sentidos). Josh finalmente é expulso da SOAP e Isla volta a ficar sozinha. Josh está proibido de entrar em contato com ela.

Parece um tanto impossível os pais de Josh retirarem seu celular e acesso a internet quando ele tem 18 anos e estão em plena campanha eleitoral, porém alguns leitores também esquecem que Josh é um bom rapaz e bem educado por baixo da aura de bad boy. Ele não queria mais encrencas com os pais para que eles gostassem de Isla. Tecnicamente, faz sentido ele querer obedecer por uns tempos.

As reviravoltas deste ponto em diante prova que adolescentes são tudo ou nada. Dramas, amores que achamos que são para sempre e corações partidos (por nós mesmos ou não) fazem parte dessa fase.

Uma das resenhas que li do livro criticou esta parte do romance. Mas acho que a menina que a escreveu já está um tanto amarga. Tenho 20 anos agora, sou um pouco diferente da menina boba apaixonada de 17 anos que sonhava com a França e o menino europeu bonito de “O Beijo Francês”, é claro que certos pontos de Isla me irritam, mas não chegam a incomodar ao ponto de eu detestar o livro.

SPOILER: A briga sobre a graphic novel de Josh me irritou. Ele era um adolescente que teve a primeira vez com a namorada. É lógico que isso seria a única coisa que ele pensaria por um tempo. Foi besta, mas Isla é insegura com sua personalidade e Rashimi não. Porém, ainda acho o motivo bobo. Não gostei.

SPOILER 2: NÃO ACREDITO QUE O ST. CLAIR PEDIU A ANNA EM CASAMENTO NO POINT ZÈRO.  <3 <3 <3 MEU FORNINHO CAIU NESSE MOMENTO. JURO. <3 <3 <3

Isla and the Happily Ever After é o final feliz para todos eles. Doce. Derramei umas lágrimas no final. Parabéns, Stephanie. Espero mais livros seus no futuro <3.

Quatro estrelas!

Assinatura Isa

 

 

 

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