20140216-221227.jpgCastelo no MIS: A diversão e a tragédia

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Essa foto estava no quarto do Nino. A coisa mais linda de se ver de perto <3

Quando o pessoal daqui de casa soube que fariam uma exposição para comemorar os 20 anos do Castelo Rá-Tim-Bum, ficamos extasiados. Castelo é uma das nossas melhores lembranças de infância. Para minha mãe, uma ex-educadora, ele é pedagogicamente perfeito sem ser chato.

A ideia de uma família de feiticeiros morar no meio de São Paulo é encantadora. A criança da família ter 300 anos, também. Cada quadro da série foi pensada de maneira especial em todos os aspectos. Canto várias músicas até hoje em casa.

Muito foi dito sobre a exposição, mas nada é comparada ao experimentá-la. Ela foi prorrogada várias vezes devido a demanda, sendo a data final, hoje, 25 de janeiro. Acreditei que ela iria acabar e eu nunca iria vê-la. Deu a louca nos meus pais e resolvemos ir.

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O adesivo da fila. Pena que não deu pra ficar…

Pesquisamos um pouco e fizemos as malas para ir à São Paulo. Para driblar a chance de darmos com a cara na porta e ficarmos sem ingresso acordamos às TRÊS DA MANHÃ! E chegamos lá as seis já com uma fila considerável. Para vocês terem uma noção, o sol ainda nem tinha surgido quando chegamos no Museu da Imagem e Som. Na fila, um dos funcionários do MIS distribuía adesivos para garantir que quem estivesse na fila comprasse o ingresso.

Conseguimos comprar os ingressos pouco depois que a bilheteria abriu e meus pais ficaram extasiados a ouvir a pergunta: “Vocês querem para a sessão de agora?” SIM! Chegar cedo e pegar uma das primeiras sessões foi a melhor pedida. Ficamos perdidos por tudo aproximadamente uma hora e meia. Deu para aproveitar bastante antes de ficar muito cheio.

Como eu já esperava, a maior parte do público era adulto. Mas o que meu surpreendeu foi que, apesar dos vários avisos e placas, a maior parte das pessoas era mal educada e desrespeitavam as peças constantemente ao colocarem a mão.

Os pontos fracos da exposição:

– Número de pessoas. De acordo com as instruções, apenas 180 pessoas podiam visitar por sessão, que durava uma hora. Para que a experiência fosse boa meeesmo, esse número tinha que ser pelo menos 100 pessoas por hora ou menos. Mas eu entendo que muitas pessoas ficam horas nas filas para entrar e essa é a melhor maneira de deixar todo mundo satisfeito.

– A iluminação. Perfeita para ver e horrível para tirar fotos com o celular. Em um mundo onde cada vez mais importa você ir aos lugares e tirar fotos para mostrar para todo mundo, o pessoal devia ter pensado um pouco mais nas fotografias que todo mundo ia querer tirar. Mas fora isso ficou tudo muito lindo.

– Placas com informações sobre os personagens, a série e curiosidades. Era minúsculas e mal posicionadas. Muita informação legal estava naquelas placas, que eu só notei bem tarde na exposição.

– Alguns ambientes era muito pequenos. O laboratório do Tíbio e Perônio era pequeno e a parte da Adelaide no quarto da Morgana também. Muito ruim para ver, apreciar e tirar fotos devido às pessoas mal educadas. Sem falar da lotação…

– Pouco pessoal do museu para organizar tudo. Os pontos mais cheios e legais para tirar foto deveriam ter o mesmo reforço que a portaria tinha. Para tirar uma foto com a Celeste foi uma briga e poder entrar no quarto do Nino pela porta também.

Pontos Fortes

– A iniciativa em si. Castelo Rá-Tim-Bum é uma das coisas mais perfeitas que a televisão brasileira já fez e uma pena que acabou só com 90 episódios. Lógico que comemorar os 20 anos seria um sucesso estrondoso.

– Ser interativa. Poder sentar no sofá, na porta do quarto do Nino e poder olhar algumas coisas agirem da mesma maneira que era mostrado na televisão foi mágico. Aumentou ainda mais o meu desejo de morar no Castelo <3.

– O Acervo. Todas as peças reunidas são maravilhosas e ver tudo de perto foi um sonho realizado. Manuscritos, plantas e croquis com amostras de tecido dão um toque especial para imaginar o trabalho árduo que é fazer televisão. As imagens de testes de figurinos só reafirmam que os personagens foram ao ar da maneira mais perfeita possível.

– A Exposição. Os ambientes recriados e o circuito montado é maravilhoso. Vontade de levar tudo para casa. A volta à infância foi maravilhosa.

O que me faliu: A lojinha. Eu esperava comprar uma camiseta da exposição. Voltei para casa com uma caneca, um lápis, uma caneta, dois bottons, um imã, um postal e um poster da AUDREY HEPBURN(!). A camiseta não tinha do meu tamanho…

Resumindo…

A exposição é muito linda. Ver tudo de perto foi um sonho e uma pena ela não ter ficado pelo menos um ano em cartaz. Muita gente foi e mais de uma vez, mas ainda acredito que muita gente ficou de fora. Iria de novo só para ficar perdida naquele mundo mágico mais um pouco. Voto agora por uma exposição da série “Mundo da Lua”. Quero ver mais do Lucas Silva e Silva!

 

A tragédia

Não satisfeitos em passear e voltar para o interior(rrr), resolvemos ir à um Outlet em Jundiaí. Não consegui ver muito, mas o que vi foi estava o olho da cara. As marcas comuns estavam caras e as marcas caras estavam “baratas”, mas ainda sim muito caras.

Mas foi quando estávamos saindo de São Paulo na volta que aconteceu a tragédia (grega). Marginal Tietê, sentido Rio. São Paulo é cheia em qualquer momento do dia, mas okay. Um caminhão veio do nada e simplesmente VIROU O NOSSO CARRO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Eu estava dormindo no banco de trás e escutando música quando acordei com o carro sendo virado e o som da porta do carro sendo rasgada e amassada. GRITEI QUE NEM LOUCA. ACHEI QUE TODO MUNDO IA MORRER! Depois achei que meu irmão já estava morto, minha mãe ia ser a próxima e que a gente ia conhecer o muro da rodovia de perto. Em algum momento, juro que vi sangue.

Meu irmão estava no banco da frente do lado direito, onde o caminhão acertou o carro. O vidro estava abaixado e essa foi uma das nossas sortes. O insulfilme também ajudou quando o vidro rachou durante o massacre da porta.

Um senhor, que eu não faço ideia quem é, veio e ajudou a gente a descer do carro. Meu pai estava catatônico e não queria descer. Desci chorando e meu irmão desceu branco do carro. Completamente compreensível, uma vez que ele quase beijou o para choque do caminhão.

A maior lesão da colisão: Quebrei a unha do pé quando desci do carro. Ninguém da minha família sofreu um arranhão e graças ao que seja, foi só o susto. E a porta do carro amassada. O carro a gente conserta. A família não.

Quero chorar só de lembrar… Agradeço à qualquer que seja a entidade religiosa que salvou a gente naquele momento; Anjo da Guarda, Deus, Jesus, Alá, Buda, Iemanjá e etc.

Mas talvez tenha sido magia também…

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