Filmes da Moça

Chore rios: Uma Prova de Amor

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Sara (Cameron Diaz) e Brian Fitzgerald (Jason Patric) são informados que Kate (Sofia Vassilieva), sua filha, tem leucemia e possui poucos anos de vida. O médico sugere aos pais que tentem um procedimento médico ortodoxo, gerando um filho de proveta que seja um doador compatível com Kate. Disposto a tudo para salvar a filha, eles aceitam a proposta. Assim nasce Anna (Abigail Breslin), que logo ao nascer doa sangue de seu cordão umbilical para a irmã. Anos depois, os médicos decidem fazer um transplante de medula de Anna para Kate. Ao atingir 11 anos, Anna precisa doar um rim para a irmã. Cansada dos procedimentos médicos aos quais é submetida, ela decide enfrentar os pais e lutar na justiça por emancipação médica, de forma a que tenha direito a decidir o que fazer com seu corpo. Para defendê-la ela contrata Campbell Alexander (Alec Baldwin), um advogado que cuidará de seus interesses.

 

Baseado no livro A Guardiã da Minha Irmã, o filme Uma Prova de Amor tem um elenco de muitos nomes famosos: Cameron Diaz, Joan Cusack, Alec Baldwin e Abigail Breslin em alguns dos papéis principais. Vou contar: chorei pra ca****. Na metade do filme já estava com lágrimas nos olhos e assoando o nariz. Minha mãe ficou espantada por eu ter chorado tanto.

No início do filme, somos apresentados aos pensamentos de Anna. A menina explica como a maioria das crianças é concebida por um acidente, depois de uma bebedeira, descuido com a famosa tabelinha e outras situações tão comuns. Anna também esclarece como ela não é uma dessas crianças; ela foi geneticamente projetada para ser compatível com sua irmã, Kate, que sofre de um caso raro de leucemia.

Esse foi o motivo principal para que eu quisesse assistir o filme e ler o livro. Queria saber até que ponto uma família vai para proteger um filho, mesmo que isso danifique o outro.

Também somos apresentados rapidamente ao problema em questão, Anna terá que doar um rim à Kate. Ela percebe que se fizer isso, não terá uma vida normal como as outras meninas. Ela recorre a Campbell Alexander, um advogado que ganha 91% dos casos, e resolve processar os próprios pais pelos direitos ao seu corpo.

O primeiro pensamento de geral é: “QUE MENINA FDP! POR QUE NÃO PODE DOAR O RIM PRA IRMÃ?”. E o ponto da história não é exatamente este. É exatamente minha dúvida: até que ponto uma mãe vai para proteger um filho.

Sara, a mãe, é exatamente como esperamos que uma mãe com um filho assim seja: amorosa, louca, controladora. Ela sempre quis o melhor para Kate, passando por cima de quem fosse. Seu casamento; o irmão mais velho das meninas, Jesse; sua carreira e sua vida ficaram em segundo plano. Kate era a necessidade número um.

Desde que descobri a história, em minha cabeça Anna sempre esteve correta. O filme mostra o sofrimento da família como um todo, mas a luta é de Anna. É ela, que salvando a irmã ou não (o que é difícil pois ela fica mais fraca a cada dia que passa), através do rim que vai ter a vida impactada para sempre.

Procedimentos médicos foram realizados desde o parto. Células tronco, leucócitos e outras coisas que eu nem faço ideia para o que servem foram tirados de seu corpo durante 11 anos. Para mim isso é invasão o suficiente e a única que não parece entender é Sara. O filme inclusive mostra uma cena em que uma Anna criança reluta para ser colocada na mesa da sala de operação pelo pai.

Kate FitzgeraldClaro que os fatores de complicação são muitos, Anna é uma criança, só ela é compatível com a irmã e tem a empatia. E isso deixa todos em volta com muita dúvida. Também creio que o ponto não era Anna doar ou não o rim para Kate, mas ser capaz de decidir se ela queria ou não realizar o procedimento.

Aos pedaços,vemos a história de Kate, Anna e sua família. Confesso que chorei ainda mais quando o breve namorado de Kate, Taylor, entra na história. Como li A Culpa é das Estrelas, sabia que aquilo não ia durar e infelizmente não estava errada.

O problema todo da história é Sara. Cameron Diaz me surpreendeu como a mãe louca pelos filhos e despida de vaidade. Sara não liga para o marido, para as vontades de Anna e Kate e pelos problemas de Jesse. Ela colocou Anna numa linha de prioridade que ninguém pode cruzar e não posso deixar de relacioná-la com minha própria mãe em alguns aspectos.

Em nenhum momento podemos questionar o amor que Anna sente por Kate e o amor que Kate sente pela sua família. Também achei importante o filme retratar isso.

Me surpreendi com a verdadeira razão de Anna ter entrado com o processo e perceber que mais uma vez a culpa era de Sara. Eu reconheço que ela fez tudo o que pode, mas ela não deveria ter interferido na vontade das duas pessoas mais interessadas na operação, Anna e Kate.

O final é diferente do livro e fiquei decepcionada com a história contada no papel. Quem quiser os spoilers pode ler aqui.

 

Assinatura Isa

 

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