Músicas da MoçaReview: “1989” de Taylor Swift

ST

Um álbum cheio de polaroides só para eu ficar ainda mais maluca por este tipo de foto! <3

Já disse aqui que não era a maior fã de Taylor Swift. Mas fui finalmente conquistada pela era 1989. Achei o trabalho do CD muito bem feito e interessante. Apesar da demora, a ideia de fazer uma resenha do álbum rodava em minha mente a tempos.

Sendo encarado como o debut experimental de Taylor no pop, no álbum  ela fincou os dois pés no gênero e sambou na cara dos haters. RED já tinha tons pop misturados ao violão, apenas os desavisados devem achar que I Knew You Were Trouble era country, pelo amor de Deus…

Taylor finalmente aparenta a idade que tem. Refletindo seus 25 anos, o álbum é uma aposta acertada de um trabalho maduro e com uma qualidade que já esperada. Suas músicas nunca fizeram meu estilo, mas nunca neguei que eram um trabalho de qualidade. Taylor controla cada aspecto de sua vida profissional, desde as letras e arranjos até o visual da turnê, e isso é refletido nos álbuns que ela apresenta e nos prêmios que ela ganha.

Como já disse, acho que neste álbum é onde Taylor e eu entramos num consenso do que ambas precisávamos. Ela como produtora e eu como consumidora. Uma nova face me foi apresentada com este trabalho e pela primeira vez estou considerando comprar um álbum dela.

A capa é diferente, com um toque retrô e sendo uma polaroide (A edição Deluxe vem com um conjunto de 13 polaroides que contém fotos dela com as letras da música escrita embaixo. No total são 5 conjuntos diferentes de fotos.). O batom vermelho ainda está lá, mostrando que é o mais novo álbum de Taylor Swift.

1989 Album (Full) from mizzy17 on 8tracks Radio.

Welcome To New York

Abrindo o álbum com uma aura cheia de expectativas, Taylor nos mostra quais foram suas percepções ao chegar na Big Apple. A música é legal, mas uma das mais simples do álbum. Nem parece que tem o dedo de Ryan Tedder, do One Republic.

Pareceu como uma das primeiras que ela fez para a obra. Uma das frases da música acho que resume bem o que ela queria com o novo álbum. “Its a new soundtrack”. Vai tocar eternamente enquanto planejo minha viagem para NYC. É otimista, assim como a cidade.

Blank Space

Impossível falar da música sem lembrar do clipe. Uma música ácida, engraçada e retratando bem o que a mídia e todo mundo pensa da vida amorosa de Taylor. Perfeita. O clipe é maravilhoso e muito bem feito. O barulho de caneta no final do refrão quando ela fala que “escreve o nome” do cara na lista dela. Quando o clipe saiu, Taylor lançou um jogo para celular onde você consegue achar algumas surpresas na mansão onde o clipe foi filmado. Muito bem feito e criativo, é extremamente difícil achar logo de primeira as 41 surpresas. Joguei no mudo depois das primeiras vezes porque estava enjoando da música e a associando com algo ruim. Só consegui zerar o jogo depois de meses por que achei as dicas na internet.

Também associei ela com uma fase estranha do ano passado, mas ta tudo bem. A vontade de cantá-la de maneira dramática vence as más lembranças.  A ponte é perfeita. Don’t say it I didn’t say it, didn’t warn ya!

Style

UMA DAS FAVORITAS, HANDS DOWN. Essa música resume 1989 para mim. A história de um romance que deu errado, mas é retomado constantemente, a aura de anos 80 (muito comum em 2014) e a letra são os pontos altos. Me conquistou instantaneamente quando escutei o álbum pela primeira vez em 2014. Sinto um pouco de ressentimento vindo nas entrelinhas da música, mas que é posto de lado uma vez que ela começa a falar sobre o cara e a relação deles.

A escuto até enjoar e sem dó. Cada vez parece a primeira e até imagino o vídeo clipe. Espero que realmente vire single. Também é uma das favoritas da Taylor.

I got that good girl faith and a tight little skirt <3

Out Of The Woods

Acho que depois de Shake It Off, essa foi a primeira música que eu escutei, mas não gostei logo de cara. Com um começo meio estranho e uma letra que eu não entendi logo de cara, OOTW, é (mais) uma música que dizem que é dedicada ao Harry (Cupcake) Styles. Tem um toque de pop experimental, meio indie até, misturado com os anos 80. Depois que a compreendi melhor, canto o refrão como uma prece desesperada. Espero ver que os monstros também são apenas árvores.

Ela tem um toque de desespero, que imagino eu, deva ser pelo fato dela desesperadamente perguntar durante o refrão se eles já estavam fora da floresta e seguros. Um clipe dela seria interessante também.

All You Had to Do Was Stay

Surgindo apenas da palavra final, Taylor acordou um dia com “stay” sendo gritado por ela em sua mente. Achei legalzinha e a escuto porque sou apaixonada por pop farofa e sem sentido. Nada muito extraordinário ou revolucionário. Fala sobre uma pessoa que deveria ter ficado e foi embora. Está lá para preencher o álbum. Dá para cantar junto enquanto faço outra coisa…

Shake It Off

HATERS GONNA H8, H8, H8! Lembro de achar o clipe ridículo. E a música mais ou menos. Um belo dia desses, enquanto tive as férias merecidas e não necessárias em outubro, vi o clipe e comecei a cantar, pirar e shake it off junto com a televisão. Agora penso nela como um middle finger in the air para quem eu detesto, para quem é falso e pros idiotas. Além de ter a oportunidade de fazer danças ridículas. Igual à Taylor.

A ponte é um dos meus hinos atualmente. Hey, Hey, Hey

I Wish You Would

A música tem uma aura crescente. Com o romance já despedaçado, ela retoma a aura oitentista do álbum após o pop fanfarra anterior. Depois de sacudir legal, vem o arrependimento e a saudade. É nesse ponto que queremos tudo de volta. Mesmo que não seja bom, queremos até as coisas ruins de volta. Não curti muito de primeira, mas depois que prestei atenção achei ótima.

Bad Blood

Uma das músicas de Taylor que fala sobre amizade, mas também poderia ser sobre um relacionamento amoroso. Para mim, essa música também está associada a uma amizade que foi traída e acredito em cada palavra da letra. Band aids não curam buracos de balas e ainda tenho as marcas nas minhas costas da faca que foi cravada lá. Talvez a pessoa pense a mesma coisa sobre mim, mas toda a história não precisava acontecer. Também não é muito boa, mas CHUPA KATY PERRY! VOCÊ TEM UMA MÚSICA DE TAYLOR SWIFT ESCRITA PARA VOCÊ!

Wildest Dreams

LANA DEL REY É VOCÊ?! Essa música me pegou de surpresa no álbum. A cara de LDR, eu fiquei me perguntando qual era a intenção de Taylor com essa música. Acredito que é deixar (ainda mais) sua marca. Como uma artista versátil, como uma lembrança para o ex amor. Tudo o que mais queremos é essas pessoas se lembrem de nós como algo intocável e perfeito. Principalmente no meio da noite, quando nós sentimos mais a falta delas.

How You Get the Girl

Essa foi uma das primeiras músicas de 1989 que saiu para o público. Nos EUA, Taylor é a garota propaganda da Diet Coke. Ela e sua gata, Olivia Benson, estrelaram o comercial que saiu em homenagem ao novo álbum. Nunca vi tanto gato na minha vida…

Mais pop farofa. Gostei porque tem aquela pegada de: você se arrependeu e me quer de volta. Você aparece na minha porta e bam, não sei o que dizer. Boa para cantar por aí no bom humor. Porém, ainda acho que está para encher o álbum.

This Love

Outra música que não parece exatamente com algo que Taylor cante, mas ainda sim, ela estranhamente me lembra Back to December. Meio melancólica. Acho que fala sobre voltar com aquela pessoa. Só porque tudo acabou, não significa que os sentimentos foram embora. Interessante…

I Know Places

Com uma pegada mais dark. fala sobre algo exposto que ela luta para esconder de todos. Por que gente demais sabendo de tudo nem rola, né…? Mais ainda achei ela meio fraca. Como se fosse para (mais uma vez) encher o CD>

Clean

Não sou muito fã dessa música, mas acho que a mensagem é boa. Nas “mensagens secretas” de 1989, esta música está marcada como o final da história. Que Taylor perdeu o cara, mas se encontrou no final e isso foi tudo o que ela precisava. Eu totalmente compreendo quando ela menciona que quando ela estava se afogando, foi quando ela finalmente conseguiu respirar. eu senti isso ano passado. Ver tudo ruir, mas ao mesmo tempo se erguer. Acho que é uma música boa para se recuperar daquele vício, seja ele qual for.

Mas  é meio parada, não achei uma boa maneira de acabar o álbum que começa com uma expectativa lá em cima. Sei lá…

DELUXE EDITION

Por que, atualmente, nenhum álbum está completo sem as músicas da versão deluxe. Eu geralmente gosto de algumas, mas isso ainda fica na minha cabeça como uma maneira de te fazer comprar duas coisas (quase) iguais.

Wonderland

Se perder em um amor é interessante, mas mantenha um olho sempre aberto. A lição da música que se relaciona com Alice no País das Maravilhas é meio que a mesmo de Trouble, de RED. Quando você se apaixona, tudo é lindo e por fatores externos, você é deixada para trás. As pessoas e a vida em volta se torna muita pressão e a outra pessoa dá para trás. Achei um pouco mais movimentada, mas nada muito brilhante também.

You Are in Love

Recomeçar com outra pessoa. Esta música conta uma história sobre se apaixonar. Sobre você se apaixonar e sentir isso durante os momentos. Depois perceber no outro os mesmos sentimentos. As pequenas coisas que fazem o relacionamento. Tem uma aura relax, mas não me conquistou logo de cara.

New Romantics

Melhor Música do álbum. HANDS DOWN (again). Para mim é ela quem resume a era 1989. Audácia, um refrão bem construído e estrofes bem pensadas. Essa música me dá all the feelings para superar o ano que passou e acho que resume bem a fase que Taylor está. Foi uma loucura não colocá-la na versão standart do CD. Ela merece muito mais destaque do que ganhou. Também foi bem recebida pela crítica da Rolling Stones americana (junto com No Control do 1D, essa musica foi eleita uma das melhores músicas pop do ano de 2014 ) e TEM QUE SER ALGUMA COISA A MAIS DO QUE APENAS UMA FAIXA BÔNUS.

Desde ‘trust mine is better’ até os ‘rumours are terrible and cruel / but honey, most of them are true’, tudo é de tirar o fôlego. Ela tem aquela aura de sacudir as coisas e dar a volta por cima, usando como base quem está do seu lado. Linda <3

 

Saldo do 1989: Quero uma máquina que tire polaroids, um batom vermelho e ingressos pro show da Taylor Swift. 1989 era o que faltava para eu realmente gostar do trabalho da Taylor sem tantas reservas.

Finalmente virei fã da sulfite…

Assinatura Isa

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