Balanço Anual: 2016 – O ano do Eita atrás de Eita

Bora seguir para 2017 de cabeça e coração abertos

Nunca sei se coloco isso nas “Listas” ou no “Papo”

Se achamos que 2015 foi o ano Polishop da Desgraça, mais conhecido como o ano do “Espere que tem mais isso para acontecer”, não estávamos preparados para 2016.

O ANO DO EITA ATRÁS DE EITA. Aconteceu tanta coisa neste ano que tudo o que pudermos falar foi um sonoro “EITA” atrás do outro.

O que dizer do ano que separou William Bonner e Fátima Bernardes, Jout Jout e Caio e Brangelina? Do ano que perdemos David Bowie, Allan Rickman, Umberto Eco, Muhammad Ali e outras milhares de vidas em conflitos, atentados, acidentes e afins? Do ano que elegemos Donald Trump e colocamos Temer no poder aqui?

MEU, CANCELA 2016.

A única coisa semi legal que aconteceu aqui neste país foram as Olimpíadas (a conta que vamos pagar durante muuuito tempo que é péssima).

Não acho que deva ser um ano que todos precisamos esquecer completamente, mas a gente pode simplesmente fingir que não viu algumas coisas e assim comemorar um Feliz Ano Novo em paz.

Olhei meu balanço de 2014 e falei: “Quanta coisa aconteceu desde lá”. Entretanto, ainda sinto que estou no mesmo lugar, só que a cabeça tá mais centrada, a vida tá mais em ordem.

Organizando 2016 em 3, 2, 1…


Vida de Adulta
Monótona. Você cresce, estuda, trabalha (põe o nome no SERASA) e morre. Sério. Vida de adulto é chata. Você trabalha o dia todo. Chega em casa no fim do dia, assiste umas séries, uns clipes, come e já tá na hora de ir dormir. Para que ta chatooooo.

Brincadeira. Ser adulto tem a ver com assumir suas responsabilidades com família e emprego. É perceber que as contas chegam e vencem, independente de você ter dinheiro ou não. É perceber que seus pais são humanos e precisam de ajuda. É perder rolês porque você tem compromisso ou trabalho no dia seguinte. É perceber que você simplesmente tem que adaptar seu estilo de vida para o que você realmente quer.

Ainda acredito no que disse: os 20 são os anos egoístas, mas a maturidade começa a partir do momento que você abre a mão do seu egoísmo em certos casos e coloca suas responsabilidades em primeiro plano.

Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe
No começo de 2016, meu humor não estava dos melhores. A única coisa que me tirava de casa era o trabalho. Estava dando migué nos amigos direto (Paixão, perdão!). Eu estava cinza.

Mas se a vida tá amarga, é porque o açúcar tá esquecido lá no fundo. Dá uma rebolada que as coisas aparecem.

E apareceram. A chegada de uma pessoa (que ainda é) especial ligou meu mundo no 220 volts e “bagunçou” as coisas. A cor voltou a aparecer e, nessa parte, o ano voou.

Porém, essa fase já acabou. Os dias perderam um pouco do brilho e essa pessoa já não está mais na minha rotina. Falaremos dela adiante.

A lição: As coisas ruins podem demorar pra passar, mas não ficam pra sempre. O lado triste é que as coisas boas também não ficam muito tempo. Aproveite cada segundo para não se arrepender. Faça tudo o que você tem que fazer para não ter arrependimentos.

A vida é uma estação de trem: Pessoas chegam e partem a todo o momento
TODO ANO, mesmo que a gente não se dê conta, entram e saem pessoas da nossa vida e isso é okay.

Não podemos impedir ninguém de sair das nossas vidas. Se a pessoa quer ficar, ela vai. E sempre podemos abrir espaço para quem chega. Isso é importante. Pessoas novas acrescentam coisas que podemos ver como boas e ruins. Vai do nosso filtro como lidar com elas.

As pessoas que você nunca imaginou que poderiam sair da sua vida vão embora. E sem olhar pra trás.

O que me leva à:

Amizade, sinceridade e ponto final
Não vou muito com a cara do Padre Fábio de Melo, mas uma coisa ele disse e eu concordo:

“Costumamos dizer que amigos de verdade são os que estão ao seu lado em momentos difícies… Mas não!
Amigos verdadeiros são os que suportam a tua felicidade! Em um momento difícil, qualquer um se aproxima de você.
Mas o seu inimigo jamais suportaria a sua felicidade!”

Perdi duas amizades super importantes porque ambas não aguentavam me ver feliz, uma em 2014 e a outra este ano. Admito que tive minha parcela de culpa nos casos, mas você falar coisas que ferem os outros com a “desculpa” de ser sincero é maldade.

Sinceridade é diferente de grosseria, de controle. Você conversa com a pessoa e abre espaço para que ela consiga dialogar com você. Você OUVE o que ela tem a dizer. Chegar e impor a sua vontade com a desculpa de “estou falando porque sou sincera” é pedir pra confusão continuar. E, desculpa, meu lado ariano liga a chave da treta e eu brigo mesmo.

Amizade é ficar feliz quando alguém consegue um emprego novo, um carro novo, um amor novo. É acompanhar a fase feliz da pessoa e saber que dias ruins virão. E não tem nada que a gente possa fazer, a não ser estar lá por elas quando precisarem e o mais importante: COMEMORAR AS COISAS MARAVILHOSAS QUE ACONTECEM COM SEU AMIGO COMO SE FOSSEM AS SUAS PRÓPRIAS CONQUISTAS.

Nada pior pra uma amizade do que guerra de egos. Nada pior do que fazer exatamente o oposto do que te pediram pra fazer. Nada pior do que brincar com os sentimentos dos outros. Nada pior do que querer ter o controle sobre os outros. Nada pior do que pragas nos relacionamentos alheios. Nada pior do que podar as pessoas. Nada pior do que achar que sua amiga está bêbada suficiente pra não se lembrar do que você falou no banheiro da balada.

Um aviso pra você, “amiga”: o cachorrinho morde 😉 Hoje fui eu. Depois pode ser o outro.

Mas a lição foi aprendida. Vou escolher melhor as minhas batalhas daqui pra frente.

Desaprendi a ficar sozinha
E isso é ruim. MUITO RUIM. Eu tinha lidado bem com isso antes e depois de toda a bagunça que passou pela minha vida esse ano, ficar sozinha me apavora. Ficar sozinha é diferente de ser sozinha e eu preciso voltar a entender isso.

Carregar as baterias depois de seis meses de loucuras e saídas em todo final de semana.  Meu quarto precisa voltar a ser meu santuário nos sábados e domingos. Assim como era antes.

Crescer é aprender a ser sozinho. Ser um bom ímpar.

“Quem cospe para o alto, uma hora cai na testa”
Já disse antes que eu não curtia muito a Taylor Swift quando era mais nova. As razões estão aqui, aha. Mas uma coisa que me incomodava era o fato dela escrever sobre seus antigos relacionamentos. Ria sem parar das piadas.

Quando parei de escrever ficção e comecei a anotar qualquer que seja a vontade que a minha cabeça (ou meu coração) pedisse, percebi: Eu faço isso. Eu conto meus dramas, sonhos e problemas. Conto a minha vida e meus amores. Igual à ela. Falta de sororidade ao extremo…

“Deixa eu bagunçar você”
É agora que vem (uma parte do) meu momento Taylor Swift. Desculpa, love.

É verdade o que dizem: O amor vem quando você menos espera. Quando essa pessoa chegou na minha vida eu não queria me apaixonar. Queria amigos e felicidade. Queria que a vida fosse boa. E ela ficou ótima.

Surgindo como uma amizade inesperada e se tornando meu primeiro relacionamento “oficial”, um cometa passou pela minha vida esse ano. Intenso, brilhante e efêmero.

Namorar foi um acontecimento inédito. Senti um sentimento por alguém que nunca achei que fosse capaz. Procurei adequar minha vida para acompanhar a de outra pessoa. Entendi muitas coisas boas e ruins. E a principal: a gente não pode obrigar ninguém a nos amar e/ou permanecer na nossa vida.

Só que quando alguém pede pra te bagunçar dá maneira mais especial e inusitada, como não deixar? O problema é quando ela não fica o suficiente pra te ajudar a se arrumar. Sem arco íris e unicórnios no final.

Eu agradeço esse relacionamento. Descobri que quando a gente se abre pra vida, ela se abre de volta e tive certeza mais do que nunca que um dia realmente faz diferença na nossa vida. Você se envolve com alguém em um dia. Se apaixona em outro. Faz planos no seguinte. Mas também entendi que um dia a mais não evita que seu coração seja partido. Não evita que o necessário aconteça. Porém, pode fazer ambas as partes entrarem num acordo e verem que só existe uma saída quando o amor acaba.

Por que às vezes ele dura, mas em boa parte, ele acaba.

Escrever
Quando a vida fica confusa demais, por mais que a cabeça peça, a mão não coopera. Não consigo escrever. Mas se tem uma coisa que me enrolo ainda mais é na fala. Escrever é muito melhor pra organizar meus pensamentos e conseguir dizer exatamente o que eu queria.

Ter meu mundo brilhante outra vez me fez escrever. Muito. Não aqui, mas pra essa pessoa. Disse a ele todo o meu amor através das minhas palavras. Escrevi coisas que sentia sobre o motivo das nossas brigas/discussões/seja lá o que a gente fazia. Fui dramática, romântica e muitas outras coisas. Escrever me ajudava a tirar as coisas ruins da cabeça e do coração, organizando meus sentimentos quando eles estavam do avesso e do lado certo também.

“Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam” – Lara Jean (Para Todos os Garotos que Já Amei)

Eu não necessariamente prometi que ia continuar a escrever quando a gente se separou, mas ele disse que se eu deixar de fazê-lo por sua causa, ele ia ficar triste. E acredite, não é só ele. Então essa sou eu, escrevendo. Obrigada por entender que eu já dei e vou dar uma de Taylor Swift pra cima de você.

Sim x Não
Pra mim, esse foi o ano em que aprendi dizer “sim” para as coisas e comecei a dizer “não” de maneira firme. Com o “Sim”, você se abre para as infinitas possibilidades que a vida traz. Com um “Não” bem dado, você se livra daquilo que atrasa a sua vida.

Dizer “Sim” faz você ter  muitas “primeiras vezes”. Faz você aprender a dirigir. Fazer um snap a 140km/h. Se apaixonar de novo e do jeito certo. Ter um namorado pela primeira vez. Tirar da sua vida quem não se importa com você. Faz você conhecer uma banda nova que não faria parte do seu repertório nem em um milhão de anos e assistir o show abraçado a alguém.

Faz você aprender a viver.

Amizade: Parte 2 – Suporte
Outra coisa que aprendi este ano é que uma mão amiga vem da onde a gente menos espera. Quando passamos por dificuldades é que vemos o quão grande nosso sistema de apoio é. Sempre vai ter alguém que vai te dizer “Calma e não chora”, ou “Chora a vontade”, ou “Você merece coisas melhores”.

Os amigos antigos também estarão lá por você. Mesmo que a distância.

E às vezes, a vida faz você perceber que foi um amigo de merda pra uma pessoa e ficar sem jeito de voltar a falar com ela.

Música nova
Liniker e os Caramelows. Eu não gosto de bandas nacionais, mas abro uma ótima exceção a eles. MEU DEUS, QUE MÚSICAS MARAVILHOSAS. QUE SHOW! <3. Zayn, seu lindo. Muito Obrigada pelo CD solo. Tava precisando. E, vou ter que admitir: Justin Bieber e Selena Gomez entraram na minha playlist. LEMONADE. Beyoncé, deusa, lançou mais um pra lacrar e acabar com tudo. Trilha sonora da recuperação da minha bad e do primeiro pé na bunda que eu dei. Obrigada.

O outro lado. Não vou dizer que pessoas ruins estragam músicas boas, mas tenho que perder a mania de associar pessoas à canções. Quando as pessoas se vão, a música fica e isso dói. 🙁 Minha retrospectiva 2016 do Spotify tá carregada de lembranças…

Leituras em 2016
Mesma quantidade de que 2015, acho. Mas dei uma diversificada e comecei a me interessar por algumas biografias (Tipo #GIRLBOSS, muito foda. Esperem resenha <3). Escolhi livros diferentes para a minha (sempre crescente) lista de leitura.

Vamos organizar direitinho 2017. Quero ler muuuuito!

#IsaemNYC2016 não rolou…
A parte financeira pegou sim. Mas o fato de trabalhar que nem uma doida o ano todo e não tirar férias ajudou. Com a eleição de Trump e a possibilidade minúscula de se tirar um visto, vamos pensar em outros destinos para 2017. O passaporte já está okay.

Passei o primeiro ano da minha vida sem estudar
E senti falta. Mas em 2017 vamos voltar a vida escolar. Pós, aulas de direção, Inglês e Francês. Vamos ocupar a cabeça.

Vida profissional, bagunçou tudo de novo e não me importo
Mudei o foco, apesar de estar trabalhando no mesmo lugar desde 2015. Me distanciei do Jornalismo e não sei se me arrependo. Até agora não. Gostei de mexer com muito mais coisas que uma redação e uma pauta. A pressão às vezes é a mesma, às vezes é nenhuma.

Novos planos em 2017. Espero que dê tudo certo e que as melhores oportunidades estejam em meu caminho.

DIRIGI UM CARRO!
E isso envolve a pessoa especial, o primeiro louco que soltou um carro na minha mão. Não sei se ensinar alguém a dirigir pela primeira vez à noite é uma boa, mas eu fui mais ou menos. Ainda to pensando nas freadas sem querer e que o carro morreu algumas vezes. E sim, tenho um pouco bastante medo quando tem outros carros por perto.  Mas com as aulas de direção, vai dar tudo certo.

Long (Curly) Hair, I care
Meu cabelo está enorme e algo, que eu não sei dizer o que é, me impediu de cortar. A falta de salões que saibam lidar com cachos pode ser um dos motivos. Ainda não acredito que em pleno 2016, ainda tem gente que me diz para fazer uma progressiva ou que a minha raiz é lisa por que prendo o cabelo. Migs, melhorem…

Ainda não decidi se quero uma mudança drástica, mas mudar o tom não está em meus planos por um bom tempo.

Família êh! Família ah! Família!
Família. Ruim com ela. Pior sem ela. Pais te enlouquecem. E você os enlouquece de volta. Irmãos torram sua paciência. Mas eles fazem falta quando vão embora. E seu relacionamento com eles melhora 50%.

Emagrecimento
Perdi peso sem fazer NADA. O que a felicidade, mexer mais o corpo, comer direito e umas horas de sono regular não fazem para uma pessoa. Um número a menos na calça jeans e se sentir mais bonita.

Amores (im)perfeitos
O meu lado de romântica incorrigível não me deixa na mão e muito menos sem palavras.

365 dias mudam muita coisa. E, às vezes, as colocam de volta no lugar que eram antes. Amores entram e saem das nossas vidas várias vezes em um mesmo ano. Superá-los é ótimo, mas eles devem ser feitos no tempo adequado. Para você poder encontrá-los depois e não sentir nada. A não ser graça (e quem sabe até pena) do olhar que eles vão direcionar à você.

Você vai ter seu coração partido de vários jeitos pelas pessoas que mais se importa/gosta/ama, mas é você que escolhe quem são essas pessoas. Um aviso: Sempre vá com calma e honestidade. Não iluda ninguém. Não abandone ninguém sem explicações. Não remexa as feridas do outro. Hoje, você quebra o coração de alguém. Amanhã é essa pessoa que quebra o seu, mesmo que ela não queira.

A gente não escolhe de quem a gente gosta, mas escolhe os amores que vivemos. Sejam eles platônicos ou não. Não abra a mão da sua felicidade por alguém que você não tem certeza de todas as chances. Mesmo que no final não seja nada do que você esperava, você pelo menos escolheu isso. Teve certeza que tudo o que você e essa pessoa puderam ter, foi de fato conquistado.

I’M FEELING 22 e meu jeito de dizer “Gratidão”
(Ou nem tudo sai do jeito que a gente planeja)

Tive muitas expectativas em relação aos 22 anos. Comprei óculos de coração e uma tiara de gatinho (assim como falei que faria). Queria balões, bolo, felicidade. Pensei em festas, passeios, na minha desejada e esperada folga.

Mas meu mundo ficou tão colorido e especial na época que eu não me importei em não fazer tudo o que tinha planejado. Eu recebi o melhor presente que pude, uma pessoa que nutriu algo especial por mim, fosse paixão ou amor. Tive uma festa surpresa. Tive amigos se esforçando para me fazer algo maravilhoso. Várias coisas mudaram desde lá, mas é isso que importa. Gente que gosta da gente <3.

As coisas acontecem da maneira que a gente menos espera. Isso pode ser bom ou ruim. Ainda continuo tentando ser “Feliz, livre, confusa e só da melhor maneira”. A próxima “bad news” pode aparecer quando quiser. Vou querer ter você de qualquer jeito. Descobri que apaixonada é um look maravilhoso pra mim.

Gratidão foi a palavra do ano, apesar de tudo. Sou grata por tudo o que tenho, tive durante esse ano e o principal: sou grata pelo o que vou conquistar ainda.

Dias bons estão em meu horizonte novamente, mas estão distantes. Como uma promessa. O que levo de 2016 é que tudo na vida são fases. Uma das minhas músicas favoritas disse: “That this year has been a big one, yeah / We following what we don’t plan”.

2017, vamos com c(alma).

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