Porquê ver casais abraçados na rua me dão nostalgia (Ou “porquê eu passei para o lado ‘negro da força'”)

Parisian Lovers

Papo de Moça

Estou apaixonada e pensativa. Não consigo evitar. Not Sorry

 

Casais abraçados sempre me deram aquele ar de “Eca; vocês não tem um lugar pra ser melosos pra lá?” ou “Minha vida é uma droga e eu vou morrer sozinha”. Pura inveja. Sou a primeira a admitir.

Andar abraçados na rua indica permanência. Indica companheirismo. Que o amor dura, apesar das brigas, desentendimentos, rotina, cansaço, encontros e desencontros que possam existir durante um relacionamento.

Casais felizes não se importam em ser vistos juntos e demonstram isso através do famoso PDA (“Public Displays of Affection”, a Demonstração Pública de Afeto). Eles vão se abraçar, beijar, tocar, conversar e não tem nada que eu, ou você, possamos fazer a respeito.

Eu costumava detestar a necessidade desses casais de mostrar seu afeto para quem estivesse ao redor. Eu tive alguns “relacionamentos”, Mas nunca fui muito de andar abraçada ou de mãos dadas. Havia feito isso tão poucas vezes que era capaz de lembrar de cabeça.

A desculpa de um dos caras era a de que não éramos namorados. Logo, andar de mão dadas não era necessário. Babaca de alta patente esse aí.

O problema na verdade é que eu nunca tinha tido alguém que tinha o prazer, por assim dizer, de andar segurando a minha mão. Ou a minha cintura. De me envolver com os braços de surpresa no meio da rua. E isso faz toda a diferença.

Na minha opinião, a melhor coisa pra alguém que é muito carinhos@ e grudent@, como a minha pessoa, é andar conversando enquanto se tem a pessoa que se gosta segura ao lado. Pode ser com a própria pessoa ou um terceiro.

Cada um pode estar em seu próprio mundinho e se soltar por alguns instantes, mas a necessidade de “segurar” o outro vai falar mais alto. As mãos vão encontrar algo. Seja uma a outra, um ombro, uma nuca ou uma cintura.

Elas podem segurar firme ou de maneira mais relaxada, mas não vão soltar. Por que a necessidade de permanecer perto é maior do que tudo.

A descoberta dessa nostalgia é recente e me surpreendeu. Foi numa quinta-feira. Um casal de namorados no ônibus me ajudou nessa revelação. Eles estavam abraçados e seguravam um ao outro firmemente nas curvas mais sinuosas. Eles conversavam. Trocavam olhares e beijinhos. Era fofo. E meloso pra cacete.

A nostalgia bateu. Pensei nas vezes que andei da mesma maneira com meu amor. A minha mão “coçou”. Onde estava sua mão que não entrelaçada a minha? Era a droga de uma quinta-feira. A possibilidade de o ver novamente era apenas no sábado. Se conseguíssemos. Maldita rotina…

Eu olhava pra aquele casal e tudo o que eu mais desejava era tê-lo do meu lado. Nem que fosse só pra ficar parado. Olhando pra ele com a cara de idiota que eu tenho certeza que eu faço.

Eles desceram do ônibus antes de mim. As mãos juntas, assim como as risadas.

A nostalgia continuou me acompanhando. Não consigo lembrar se mandei mensagem pra ele ou não. Nem que seja uma carinha mandando beijo ou um coração bem grande.

É o desejo de acabar com essa nostalgia que faz meu coração se apertar da maneira mais deliciosa quando o vejo. Me faz querer abraçá-lo, segurar sua mão e não soltar nunca mais.

Por que, me desculpem os constrangidos e os incrédulos no amor, mas andar de mãos dadas é coisa mais natural do mundo quando você está apaixonado por alguém.

Assinatura Isa

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